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Intradermoterapia e Skinbooster

Por 28 de fevereiro de 2020 Sem comentários

No webinar realizado no dia 02/10/2019 sobre Hidratação Intradérmica com Ácido Hialurônico, a Cir. Dentista e professora Drª. Alessandra Trindade (CRO RS 10673) comentou nos trechos destacados sobre as diferenças entre os procedimentos, transcritos a seguir.

Por que skinbooster e intradermoterapia não são a mesma coisa?

O conceito de skinbooster aparece pela primeira vez na literatura em 2015, em um artigo da Michele Landau, no qual eles compararam a qualidade final da pele entre os dois procedimentos.

Foi feita uma análise histológica em que eles fizeram em um grupo, injeções intradérmicas com ácido hialurônico de baixa concentração, que é o Restylane® Vital ou Vital Light da Galderma, e compararam com ácido hialurônico não reticulado, seguindo os mesmos princípios de intradermoterapia.

O que eles observaram?

Os resultados não eram os mesmos. Eu só teria esse skinboosting, ou seja, o melhoramento da pele, com o ácido hialurônico mais viscoso, provavelmente porque ele ficava estabilizado na matriz extracelular, enquanto o ácido hialurônico líquido, sendo colocado por essa mesma técnica e tendo uma aplicação mais profunda, acabava indo para a microcirculação e sendo levado, não ativando os receptores dérmicos.

É então daí que nasce esse conceito de skinboosting, porque na realidade o Restylane® Vital, nessa época, ainda era vendido como um preenchedor para linhas finas. Ele ainda não era skinbooster, porque era muito levinho. Não se tinha um resultado muito bom de preenchimento de linhas finas por ser muito fluído, ainda era um gel, mas era muito fluído.

Portanto, com base nesse artigo, houve o reposicionamento de mercado e passaram a chamá-lo de Restylane® Vital Skinboosters marca registrada.

O termo skinbooster, na realidade, só poderia, teoricamente, ser utilizado se feito com o Restylane® Vital skinboosters, o resto todo seria intradermoterapia, mas existe uma flexibilização em relação a isso.

Então skinbooster é feito com ácido hialurônico de baixa reticulação, ou pouco viscoso, e quando utilizamos mesclas ou ácido hialurônico líquido, é eminentemente uma intradermoterapia, não pode ser chamado de skinbooster.

Dr. Alessandra, tem pacientes que precisam de um mantimento às vezes, de uma, volumização ou outros tipos de de técnica. Nesses casos você opta primeiro por começar o tratamento com essas técnicas que você descreveu ou não existe, para você, na sua prática clínica, essa ordem muito exata?

Na minha cabeça ela é bastante exata. Às vezes não é fácil vender isso para o paciente. Às vezes, ele é muito imediatista e já aconteceu várias vezes deu um paciente chegar no consultório e dizer “não, quero saber disso não, nem botox eu quero fazer porque tem que vir de seis em seis meses”. Mesmo não sendo de 6 em 6, e sim de 4 em 4.

Ok, né? Eu posso fazer esse preenchimento nesse paciente, mas ele precisa estar ciente que o resultado vai ser muito mais pobre do que se eu fizer o preparo dessa pele antes.

Quando o paciente entende que precisa de uma sequência e ele aceita o tratamento, compra a ideia, ele te agradece depois. “Nossa nunca pensei que eu ficaria tão bem sem precisar investir tanto”.

Porque eu vou, inclusive, diminuir a quantidade de material preenchedor ou bioestimulador que eu precisaria no final, fazendo técnicas que são bem menos invasivas e menos oleosas para o paciente.

E isso fideliza muito paciente também.

Quais são as consequências da troca entre intradermoterapia e skinbooster, como na técnica de micropápula?

Ao usar um produto com baixa reticulação na técnica de micropápula, essa pápula não vai sumir, essa pápula fica.

Têm pouquíssimas pessoas falando sobre isso, e muita gente propagando errado, replicando a técnica errada, o que é bastante preocupante porque daqui a pouco, nós teremos uma legião de pacientes “chokito” e não vamos entender o porquê.

As pessoas vão começar a não querer fazer o procedimento, que na realidade é um procedimento fantástico, com resultados maravilhosos e e o problema é que as pessoas não estudam e não leem bula, porque na bula de todos os ácidos hialurônicos de baixa reticulação está lá escrito “este produto não deve ser utilizado com a técnica intradérmica superficial ou derme epidermica, deve ser colocado na derme profunda”.

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